Falta de insulina em posto de saúde de Guaratinguetá preocupa pacientes e famílias
Moradores de Guaratinguetá denunciam a falta de insulina no posto de saúde do bairro Engenheiro Neiva, situação que já se estende por cerca de 20 dias e tem gerado apreensão entre pacientes diabéticos que dependem diariamente do medicamento. A ausência do insumo essencial coloca em risco a saúde e a vida de pessoas que necessitam do uso contínuo da insulina para controle da glicemia.
Um dos casos relatados envolve uma idosa de 65 anos, diagnosticada com diabetes tipo 2 e portadora de outras comorbidades. Segundo familiares, a interrupção do tratamento pode levar a níveis de glicemia superiores a 500 mg/dL, aumentando significativamente o risco de complicações graves, como internações, infecções e até óbito.
De acordo com a família, a busca pelo medicamento em outras unidades de saúde do município não apresentou resultados. Em um dos postos procurados, a orientação recebida foi de que a insulina não poderia ser dispensada, uma vez que a paciente não reside no bairro atendido pela unidade e a receita médica estava vinculada ao posto do Engenheiro Neiva.
Na tentativa de obter esclarecimentos, os familiares procuraram a Secretaria Municipal de Saúde, mas, segundo relatam, não conseguiram atendimento direto. A informação repassada foi apenas de que o medicamento encontrava-se em falta, sem previsão oficial para a regularização do abastecimento.
Ainda conforme a denúncia, uma técnica de enfermagem do próprio posto teria orientado a paciente a adquirir a insulina por conta própria. A recomendação gerou revolta na família, que afirma não ter condições financeiras para arcar com o custo do medicamento, especialmente considerando o uso contínuo necessário para o tratamento.
A Prefeitura de Guaratinguetá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, divulgou a última nota oficial sobre a falta de medicamentos em 21 de dezembro de 2025. No comunicado, a administração municipal informou que o desabastecimento de alguns itens do Componente Especializado ocorre em razão de atrasos na entrega por empresas fornecedoras do Estado, responsáveis pela aquisição e distribuição dos medicamentos.
Enquanto o município afirma adotar medidas para minimizar os impactos e aguarda a normalização do repasse, pacientes e familiares cobram soluções imediatas. Para quem depende da insulina para sobreviver, a falta do medicamento ultrapassa a esfera administrativa e se configura como um risco concreto à vida, reforçando o pedido por providências urgentes e fiscalização rigorosa da situação.
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