Representação cobra Prefeitura de Guaratinguetá por descumprimento da Lei Orgânica nos reajustes do transporte público
Conselheiro aponta falta de órgãos técnicos e ausência de transparência na definição da tarifa
Uma representação protocolada nesta semana (29) reacende o debate sobre a falta de transparência e de rigor técnico nos reajustes da tarifa do transporte coletivo em Guaratinguetá.
Segundo a representação, até o momento não há qualquer registro no Diário Oficial do Município que demonstre o cumprimento dessa orientação.
Para o conselheiro, a omissão do Executivo compromete a legalidade dos reajustes e enfraquece os mecanismos de controle social, uma vez que a própria Lei Orgânica determina a realização de análises contábeis e perícias para apurar investimentos e lucros das empresas concessionárias.
“O que se vê é a repetição de aumentos tarifários sem a estrutura técnica exigida por lei, transferindo o ônus diretamente para a população usuária do transporte coletivo”, aponta o documento.
A crítica recai sobre a ausência de órgãos permanentes de fiscalização e sobre a falta de participação efetiva dos conselhos e instâncias de controle.
A representação solicita que o Poder Público adote medidas concretas para garantir o cumprimento da legislação municipal e da recomendação ministerial, evitando que reajustes continuem sendo definidos sem transparência e sem critérios técnicos amplamente divulgados.
O caso coloca novamente o transporte público no centro do debate político em Guaratinguetá e levanta questionamentos sobre o compromisso da administração municipal com a legalidade, a transparência e a defesa do interesse público em um serviço essencial à população.

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