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Sexta-feira, 17 de Abril 2026

Segurança e Justiça

Saidinha temporária: 165 presos da região não retornam após benefício de fim de ano

No entanto, os números mostram que parte dos beneficiados descumpriu as condições impostas pela Justiça. Foragidos e consequências legais

Jornal Vale Metropolitana
Por Jornal Vale Metropolitana
Saidinha temporária: 165 presos da região não retornam após benefício de fim de ano
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 Saidinha temporária: 165 presos da região não retornam após benefício de fim de ano

Um levantamento exclusivo obtido pelo Jornal Vale Metropolitana revela que 165 detentos da região não retornaram às unidades prisionais após o término da saída temporária concedida no período de Natal e Ano-Novo.

O dado reacende o debate sobre os critérios do benefício e seus reflexos diretos na segurança pública regional.
A saída temporária, prevista na Lei de Execução Penal (LEP), autoriza presos do regime semiaberto a deixarem o sistema prisional por tempo determinado, desde que cumpram requisitos como bom comportamento e tempo mínimo de pena. No entanto, os números mostram que parte dos beneficiados descumpriu as condições impostas pela Justiça.

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Foragidos e consequências legais
De acordo com informações apuradas pela reportagem, os presos que não se reapresentaram dentro do prazo legal perderam automaticamente o direito ao benefício e passaram à condição de foragidos. Com isso, a Justiça determina a regressão de regime, além da expedição de mandados de recaptura, que são encaminhados às forças policiais.
Fontes ligadas ao sistema prisional confirmam que os casos estão sendo individualmente analisados e inseridos nos bancos de dados de segurança, ampliando o monitoramento em toda a região.

Reflexos na segurança pública
Embora o número represente uma minoria entre os detentos beneficiados, o impacto é significativo. Especialistas ouvidos pelo Vale Metropolitana destacam que episódios como esse alimentam a sensação de insegurança e reforçam a cobrança da sociedade por critérios mais rigorosos na concessão da saída temporária.
“A saída temporária tem função ressocializadora, mas quando há descumprimento, o efeito é inverso: gera medo e desconfiança na população”, avalia um especialista em segurança pública consultado pela reportagem.

Debate político e jurídico
O alto índice de não retorno mantém o tema em evidência no Congresso Nacional e no Judiciário. Propostas em discussão incluem desde o endurecimento das regras, com restrições a determinados crimes, até a revisão do próprio modelo de concessão do benefício.
Enquanto o debate avança, autoridades reforçam que a maioria dos presos retorna dentro do prazo, mas reconhecem que os casos de descumprimento comprometem a credibilidade do sistema.

Monitoramento segue
O sistema penitenciário regional informou que segue acompanhando os casos e atualizando os dados, em articulação com as forças de segurança. A orientação é para que qualquer informação sobre o paradeiro dos foragidos seja comunicada às autoridades.

FONTE/CRÉDITOS: Jornal Vale Metropolitana

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